CRESS-MS participa de audiência sobre regulamentação do uso medicinal da cannabis

(Foto: Izaias Medeiros)

Na última segunda-feira (5), a Câmara Municipal de Campo Grande realizou uma audiência pública para discutir o tema “Associativismo e Cannabis Medicinal: Caminhos para Redução de Custos e Regulamentação Democrática”. O evento foi promovido pela Comissão Permanente de Políticas e Direitos das Mulheres, de Cidadania e de Direitos Humanos, reunindo diversos especialistas e representantes de entidades ligadas à saúde e aos direitos humanos.

O Conselho Regional de Serviço Social de Mato Grosso do Sul (CRESS-MS) esteve presente na audiência, representado pela presidenta Carmen Barbosa. Segundo ela, o Conselho está em sintonia com a pauta, destacando a crescente colaboração com a Associação Divina Flor, a primeira Associação Sul-Mato-Grossense de Pesquisa e Apoio à Cannabis Medicinal. “Estamos empenhados em aprofundar essa parceria, comprometendo-nos a manter o tema em discussão e promover sua divulgação. Embora haja avanços legislativos, o processo ainda é lento. A cannabis oferece tratamento para várias condições, e é fundamental fortalecer o associativismo, pois a solicitação da medicação via SUS ainda enfrenta muitos obstáculos burocráticos e morosidade”, destacou.

A discussão sobre o uso da cannabis para fins terapêuticos na Câmara Municipal de Campo Grande vem ganhando espaço, sendo esta a terceira audiência sobre o tema. A terapia canábica tem sido estudada e aplicada no tratamento de diversas doenças, como câncer, epilepsia, autismo, ansiedade, depressão, dor crônica, Parkinson, e esclerose múltipla, entre outras, com foco na redução de sintomas sem o risco de dependência.

Recentemente, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul avançou na discussão ao aprovar, em primeira votação, o Projeto de Lei nº 6/2023, que propõe a regulamentação do acesso a produtos à base de Cannabis sativa para o tratamento de diversas condições de saúde. O projeto ainda aguarda novas votações, mas representa um avanço significativo no estado, rumo a uma regulamentação mais inclusiva e acessível.

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